Aldeias Infantis SOS mobilizam mais de 30 padrinhos durante período da pandemia

Cidade da praia, 24 Jun (Inforpress) – As Aldeias Infantis SOS conseguiram mobilizar mais de 30 novos padrinhos durante o período da pandemia da covid-19 que voluntariamente aderiram à causa da referida aldeia e se predispuseram a contribuir regularmente para ajudar as crianças mais vulneráveis.

Esta informação foi avançada pela directora de Fundos e Comunicação das Aldeias Infantis SOS, Indira Mascarenhas, em entrevista à Inforpress, quando fazia o balanço da campanha de angariação de fundo levada a cabo pelas Aldeias Infantis SOS de Cabo Verde.

A acção, que teve como objectivo a angariação de donativos para assegurar a continuidade dos cuidados prestados às cerca de 200 crianças tem, segundo esta responsável, um balanço “extremamente positivo”, tendo ressalvado que a mesma atingiu até ao momento os 50% do orçamento previsto.

“Tivemos o engajamento da nossa madrinha primeira dama, que mobilizou a comunidade cabo-verdiana residente nos EUA, que nos deram um excelente apoio, mas também tivemos a contribuição de doadores anónimos que fizeram doações através do nosso web site”, disse, avançando que a referida campanha foi estendida até ao final do mês em curso.

Conforme adiantou, conseguiram com isso mobilizar mais de 30 novos padrinhos durante o período da pandemia do novo coronavírus, anunciando que os mesmos voluntariamente aderiram à causa da referida aldeia e se predispuseram a contribuir regularmente para ajudar as crianças mais vulneráveis.

Informou, de igual modo, que a organização está a trabalhar numa agenda colaborativa a longo prazo com o Governo, sustentando que essa agenda irá permitir apoiar mais crianças nos próximos tempos.

Indira Mascarenhas apontou, por outro lado, a garantia do suporte psicológico às crianças das Aldeias Infantis SOS de Cabo Verde e o engajamento das cuidadoras e tias como o maior desafio durante o período de confinamento.

“Neste momento o nosso principal desafio é de suportar as crianças que não estão nas aldeias porque devido à pandemia muitas famílias sofreram um corte nos rendimentos e nossa preocupação é conseguir meios para beneficiar essas crianças, que se não forem atendidas a tempo poderão acabar por ir às aldeias e serem institucionalizadas”, revelou, indicando que isso abrange a cidade da Praia e ilhas de São Vicente, Sal e Boa Vista.

A campanha de angariação de fundos está estruturada por kits de cuidados essenciais, de modo a que cada doador possa escolher um kit e a forma como pretende ajudar e beneficiar crianças que vivem nas aldeias de Assomada e São Domingos, nas casas comunitárias de Santa Cruz e Tarrafal de Santiago, bem como às 35 famílias apoiadas pelo Centro Social do Mindelo.

Quatro kits foram definidos, entre os quais um de 2.000 escudos, que garante higiene para uma família de seis pessoas durante um mês, e um com 5.000 escudos, que garante alimentação para uma família de seis pessoas durante um mês.

Há ainda um terceiro kit no montante de 1.300 escudos, que garante apoio escolar para uma criança durante um mês, e um quarto kit de 1.250 escudos que garante apoio psicológico para uma criança durante um mês.

A campanha está a ser divulgada na página da rede social e no site oficial das Aldeias Infantis SOS Cabo Verde onde as pessoas poderão também aceder ao ‘link’ para doações.

As Aldeias SOS de Cabo Verde lembram que desde o anúncio dos primeiros casos no País, a organização elaborou um plano de contingência que está em vigor nas aldeias e demais estruturas da SOS Cabo Verde, no sentido de salvaguardar a saúde das crianças, cuidadores e colaboradores.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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