Aldeias Infantis SOS Internacional querem reforçar as relações com Cabo Verde

Cidade da Praia, 17 Out (Inforpress) – As Aldeias Infantis SOS Internacional pretendem reforçar a cooperação com Cabo Verde a nível de protecção das crianças sem cuidados parentais e abandonadas, revelou hoje, na Cidade da Praia, o seu presidente, Dereje Wordofe.

A intenção foi manifestada à imprensa, à saída de um encontro com o Presidente da República, José Maria Neves, para abordar questões ligadas ao funcionamento da instituição, mas também ligadas à família, infância e juventude.

“Estamos aqui [em Cabo Verde] há vários anos a trabalhar com as crianças, principalmente as sem cuidados parentais e abandonadas, e discutimos como reforçar essa cooperação   e alcançar crianças que usam álcool e sexualmente molestadas”, precisou.

O presidente das Aldeias Infantis SOS Internacional acrescentou que este encontro com o chefe de Estado cabo-verdiano serviu também para   discutir a melhor forma de atacar a pobreza, as responsabilidades legais dos pais, criar as condições para tornar as famílias mais fortes e os direitos das crianças.

Em relação aos projectos, disse que pretendem tornar as Aldeias SOS de Cabo Verde em “comunidades reais”, assim como chegar às outras ilhas de modo a alcançar mais crianças.

A Aldeia Infantil SOS foi fundada em 1949, com a missão de dar um lar de amor a cada criança. Está presente em 136 países e tem em seus cuidados cerca de 65.000 crianças e jovens.

Em Cabo Verde, a organização apoia directamente cerca de 200 crianças, através dos seus programas de cuidados intensivos nas Aldeias de Assomada e São Domingos, e nas Casas de Acolhimento nas comunidades de Santa Cruz e Tarrafal. Através do Centro Social em Mindelo apoia 31 famílias, cujos 124 filhos estão em situação de vulnerabilidade.

As Aldeias Infantis SOS é uma instituição filantrópica de atendimento a crianças. Foi fundada logo após a Segunda Guerra Mundial, na Áustria, por Hermann Gmeiner. A ideia básica original foi a de dar uma família e um lar para as crianças órfãs e abandonadas, no período pós-guerra.

OM/CP
Inforpress/Fim

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