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“Menos Álcool Mais Vida” preocupada com “publicidade agressiva” de marca de bebida alcoólica

Cidade da Praia, 26 Ago (Inforpress) – Os promotores da campanha “Menos Álcool Mais Vida” afirmam que continua a se repercutir “muito negativamente” a utilização de uma “publicidade agressiva” de uma marca de bebida alcoólica “que procura aliciar crianças e jovens para o consumo desse produto”.

Num comunicado intitulado “entre o lucro e a ética” a coordenação da campanha “Menos Álcool Mais Vida” diz que o facto das pessoas reagirem a esta situação é “muito positivo”, uma vez que “demonstra que estão atentas, que consideram que o estímulo ao uso de bebidas alcoólicas é um atentado à saúde pública, à estabilidade da família e à coesão social”.

Na verdade, prossegue, o uso abusivo de bebidas alcoólicas continua a “ter consequências nefastas, figurando entre as principais causas de morte e de doença e a estar envolvido nas diversas formas de violência, incluindo o abuso sexual de menores”.

A agressividade da referida publicidade, que, eventualmente, poderá ser objecto de procedimento judicial, contém, conforme a mesma fonte, dois aspectos que convém destacar.

“Por um lado, traduz a crença segundo a qual essa actividade é um importante instrumento indutor de comportamentos propiciadores de lucros, independentemente dos males que possam causar e por outro a obsessão de aproveitar da forma mais agressiva possível, o tempo que resta até a entrada em vigor da lei que interdita todo o tipo de publicidade de bebidas alcoólicas, a cinco de Outubro próximo”, lê-se.

A propósito da nova lei do álcool, os promotores da supracitada campanha escrevem que a fiscalização da sua aplicação é um dos seus aspectos centrais e, por isso, a este aspecto deve-se conceder a maior importância, mas para além do inadiável reforço técnico e institucional da fiscalização.

“Há que ter em conta que o principal fiscal deve ser o cidadão, uma vez que o objectivo central da lei é a protecção da saúde do cabo-verdiano”, completam.

Nesse quadro, a coordenação do “Menos Álcool, Mais Vida” afirma não considerar adequado criticar os fiscais pela existência da publicidade em apreço.

“Na realidade, uma vez que a nova lei ainda não entrou em vigor, a publicidade de bebidas alcoólicas não pode ser proibida, o que não impede a análise de possíveis infracções, nela contidas, à luz da lei ainda em vigor, o que está a ser feito”, completa.

De qualquer modo, realça que as pessoas estão atentas e que os espaços para manobras inadequadas de condicionamento das pessoas para consumos inadequados “estão a ficar cada vez mais restritos”.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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