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AJOC assina protocolo para retomar cooperação com empresa CV Telecom

Cidade da Praia, 10 Jun (Inforpress) – A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) rubricou hoje um protocolo de retoma da cooperação com a empresa Cabo Verde Telecom (CV Telecom), para concepção dos serviços e equipamentos da empresa aos associados da AJOC.

O presidente do conselho administrativo da CV Telecom, João Domingos Correia, avançou que, com esta parceria, a empresa “pensa sobretudo num aspecto importante” que é a liberdade de imprensa.

“A função do jornalismo é informar e comunicar e não há liberdade sem informação e comunicação, por isso estamos a olhar para a liberdade como um dos elementos basilares de construção da nossa sociedade (…) sem liberdade não há justiça e sem a justiça não há liberdade”, concretizou a mesma fonte.

Esta cooperação, que vem desde 2008, segundo João Correia, é para facilitar a comunicação dos jornalistas, de modo a desempenharem melhor as suas funções, pelo que tencionam trabalhar para que os jornalistas se sintam dotados de mais meios de comunicação.

Destacou, igualmente, a importância dos serviços da comunicação electrónica nesta era digital para o desempenho da profissão de jornalista, pelo que assegurou cumprir para que haja o cumprimento das cláusulas que competem a CV Telecom.

Por sua vez, o presidente da AJOC, Geremias Furtado, destacou a importância do protocolo ora rubricado, uma vez que, conforme sublinhou, ter condições de estar na Internet e estar “bem conectado” nesta era digital “é essencial” para os jornalistas.

“Este protocolo começou a ser desenhado pela direcção anterior e quando cá chegamos quisemos dar continuidade por entender que a CV Telecom é um bom e grande parceiro”, declarou Furtado, que frisou que o protocolo vai dar condições para que os jornalistas estejam conectados, sobretudo nesta era em que o desafio dos jornalistas é “lutar contra os fake news”.

O presidente da AJOC reforçou a pretensão da associação sindical de levar o dossiê sobre a reforma antecipada dos jornalistas e equiparados à Assembleia Nacional para apreciação do presidente e dos partidos políticos, enquanto órgão legislador.

“Entendemos que faz todo o sentido diminuir-se a idade de reforma dos jornalistas, porque os jornalistas trabalham por turnos, sabemos como é que é aquele descontrole, porque uma pessoa que trabalha com um horário fixo consegue controlar, mas os jornalistas não, hoje está de manhã, amanhã está à tarde, há casos que tem de trabalhar à noite e na madrugada”, exemplificou Geremias Furtado.

E, segundo este responsável, alguns jornalistas estão “praticamente debilitados com problemas de saúde, nomeadamente doenças crónicas”.

Todas estas situações, precisou, causam “algum cansaço psicológico, traumas   e consequências à saúde” destes profissionais, tendo de igual modo afiançado que há necessidade de ver a questão, também, na óptica de dar espaço aos jovens jornalistas.

Para isso, sustentou, precisa-se do apoio dos partidos políticos que estão no parlamento.

TC/AA

Inforpress/Fim

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