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Agentes prisionais confirmam greve nacional de 3 a 10 de Agosto para “salvar a dignidade da classe” (c/áudio)

Cidade da Praia, 31 Jul. (Inforpress) – Os agentes prisionais e sindicatos acusam o Governo de ocultar o novo estatuto, já aprovado, no Conselho de Ministros e confirmam a greve nacional de 3 a 10 de Agosto nas cadeias civis, para “salvar a dignidade da classe”.

Em conferência de imprensa conjunta realizada esta manhã, na Cidade da Praia, os presidentes do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviço (STCS), do Sindicato de Administração Pública de São Vicente (SINTAP) e da Associação dos Agentes de Segurança Prisional (AASP-CV) criticaram o Ministério da Justiça pela “recusa em conceder o estatuto”, em mesa de negociações.

O presidente do STCS, João Mette, foi mesmo peremptório ao realçar que o Governo foi à “mesa negocial com espírito de arrogância pura e simplesmente” e que nem se dignou a mostrar qualquer flexibilidade negocial com a classe dos agentes prisionais quanto à fixação dos serviços mínimos.

O sindicalista considerou “muito desonesta” a proposta negocial governamental, “à volta de 60 por cento do efectivo para operar durante a greve”, quando os sindicatos apresentaram uma proposta “à volta de um quarto dos efectivos”, razão pela qual “não houve entendimento, pelo que se mantém o pré-aviso de greve”.

“Os agentes a nível nacional estão motivados e determinados e esperamos que os resultados sejam satisfatórios e que permitam ao Governo tirar as suas ilações e melhore o seu relacionamento com a classe, de modo a motivar os engajados profissionais”, enalteceu João Mette, que revelou ter solicitado o veto deste diploma ao Presidente da República.

João Mete disse que os sindicatos envolvidos e a Associação dos Agentes de Segurança Prisional (AASP-CV) esperam do Governo a revogação deste diploma, alegando que foi aprovado à revelia da classe.

Opinião reforçada pelo presidente das Associação dos Agentes de Segurança Prisional (AASP-CV), que fez questão de esclarecer que o Ministério da Justiça não cumpriu o memorando assinado em 2019, com os sindicatos e que no “draft salarial” enviado ao Governo, o salário se prontifica “como o mínimo que se está a exigir deste estatuto”.

Bernardino Semedo sublinhou que os agentes prisionais “estão atrás da dignidade que o estatuto não traz”, justificando ser um documento tão pobre “por ser cópia fiel do estatuto de 2014”, do qual foram ignoradas as alterações exigidas pelos profissionais da classe.

Novos fardamentos, promoções e progressões, assim como pré-aposentação e elevação da categoria dos agentes prisionais aos dos agentes policiais foram apresentados por Bernardino Semedo nesta conferência de imprensa, como reivindicações também exigidas, para que a motivação, juntamente com os salários, seja intrínseca.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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