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Administração da recém-criada Agência Reguladora do Ensino Superior defende a aferição da qualidade do sector

Cidade da Praia, 10 Out (Inforpress) – Elisabeth Coutinho, indigitada pelo governo para a administração da ricem criada Agência Reguladora do Ensino Superior (ARES), defende uma cooperação internacional com as congéneres estrangeiras, visando a aferição da qualidade do Ensino Superior em Cabo Verde.

Ouvida esta tarde durante a audição pela V Comissão Parlamentar, Elisabeth Coutinho assegura ter uma carreira académica de 30 anos que lhe permite colocar as suas capacidades e competência para encarar este novo desafio, pelo que considera fundamental a regulação do Ensino Superior de forma que a ambição e o sonho dos jovens não sejam defraudados.

Outrora administradora do Ensino Superior num sector privado, Coutinho considera muito importante a criação de um sistema de informação que permite a ARES se inteirar da situação dos docentes em cada uma das universidades, já que alguns trabalham parcialmente e outros a tempo inteiro, de forma a privilegiar a qualidade da instituição e do ensino nestes serviços académicos.

Disse, igualmente, que a agência terá de pautar-se pela obrigatoriedade da prova do acesso em todas as universidades e não só no público, assim como de reaver a problemática da acreditação dos cursos e instituições, salientado que a ARES terá de estar confrontada com a necessidade de acesso ao Ensino Superior e não travar a expectativa dos jovens, já que, atesta, “a proliferação das universalidades (nove ou 10) não foi regulada”.

A responsável disse ser determinante a política de sustentabilidade para a universidade, mas alerta para a necessidade de se inteirar do quadro do corpo docente de cada uma das instituições e das suas missões, assim como da visão das ofertas formativas, para que a qualidade do ensino esteja acima de qualquer interesse.

Ainda assim, esclarece que a ARES “não terá a pretensão de cortar o acesso das universidades aos jovens”, mas defende um esforço para a definição de formações com pertinência, de acordo com as necessidades do país, de forma a evitar que o Ensino Superior seja um negócio, razão pela qual avançou, desde já, que a própria agência vai ter de criar uma série de instrumentos para aferição.

Na audiência desta tarde foi também auditado Jorge Dias, que também integra a administração da Agência Reguladora do Ensino Superior.

SR/JMV

Inforpress/Fim

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