ADAD defende fiscalização da legislação e consciência da protecção ambiental em Cabo Verde

Cidade da Praia, 05 Jun (Inforpress) – O presidente da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), Januário Nascimento, defendeu hoje, na Praia, a necessidade de fiscalizar as leis e de desenvolver a consciência da protecção ambiental no País.

Januário Nascimento fez estas declarações à Inforpress no âmbito do Dia Mundial do Ambiente, celebrado anualmente a 05 de Junho, com o objectivo de assinalar acções positivas de protecção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos para a necessidade de salvar o ambiente.

Conforme observou este responsável, houve um grande avanço no que tange às questões ambientais comparativamente ao tempo antigo, mormente nos anos 70 e 80 quando se falava do ambiente as pessoas não tinham essa consciencialização da importância do meio ambiente.

No entanto, constatou que hoje em dia, há uma necessidade de se desenvolver uma consciência das questões da protecção do ambiente em Cabo Verde, bem como ter muita atenção às instituições e à educação ambiental.

“Mas isso não se faz, naturalmente, de um dia para o outro, mas devo reconhecer que houve avanços, mas há desafios e grandes problemas”, assinalou o presidente da ADAD destacando a problemática da apanha de areia, da seca e da desertificação.

Januário Nascimento destacou ainda a pandemia da covid-19 e a guerra na Ucrânia, com a invasão territorial daquele País pela Rússia, tendo advertido que todos devem estar preparados e engajados, dando a sua contribuição para a protecção do meio ambiente.

“Há muita legislação, mas o grande problema que se põe em Cabo Verde é que a legislação é muito pouco aplicada. Fazem as leis, no entanto, não são fiscalizadas, desde parlamento até a base, não há muita fiscalização e precisa-se, e não só fiscalizar por fiscalizar: é pôr em prática a legislação. Não vale a pena ter leis que depois não são aplicadas”, advogou.

Quanto ao programa para a eliminação da bolsa de plástico, o presidente da ONG ambiental adiantou que a mesma “avançou muito”, tendo avistado que, actualmente, o sector privado está a desenvolver muitos trabalhos de reciclagem, anunciando que no dia 08 de Junho acontece uma exposição de muitos produtos reciclados, na Praia.

lembrou ainda que há a lei nº 99/VIII/2015, de 27 de Agosto, que proíbe a produção, importação, comercialização e utilização de sacos de plástico para a embalagem de mercadorias, que não sejam reutilizáveis a vigorar desde 2015, entretanto afirmou que o Conselho de Ministros já aprovou uma lei “muito mais avançada que vai ser apresenta ao parlamento, mas depara-se com problemas de implementação”.

“Mas repare-se que muita coisa foi feita, contudo, temos de ter outras alternativas”, salientou Januário Nascimento sublinhando que a ADAD defende a introdução do papel, utilização das folhas de bananeira, sisal e outros materiais, ao invés das bolsas de plástico.

Este responsável reiterou ainda que relativamente à importação do referido produto, vai haver uma limitação da importação de tudo aquilo que é plástico, realçando que a reciclagem é uma opção também pois boa parte de plástico é reciclado, o que já é um avanço.

Nascimento apelou à toda a sociedade cabo-verdiana a cuidar da Terra para o bem comum sendo que no dia 05 de Junho completam 50 anos da conferência das Nações Unidas sobre o ambiente e frisou que este dia será marcado por uma surpresa.

“Então é preciso que despertemos um apelo muito forte para a preservação do nosso ambiente e que todos estejamos unidos para proteger a Terra-Mãe”, finalizou.

TC/HF

Inforpress/Fim

 

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