ADAD defende estudo “sério e credível” sobre infra-estruturações nas zonas costeiras

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – A Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD) defendeu hoje um estudo “sério e credível” , de impacto ambiental, para se poder saber que infra-estruturas poderão ser construídas nas zona marítimas e costeiras.

Esta posição foi manifestada em entrevista à Inforpress pelo membro da ADAD, Aristides Reis, à margem da abertura de um ‘workshop’ sobre a Redução do Impacto das Infra-estruturas nos Ecossistemas Costeiros (PRISE), cujos trabalhos arrancam esta sexta-feira, 17.

O evento é organizado em colaboração com outros parceiros, nomeadamente a Universidade Jean Piaget e a Rede de Jornalistas para o Ambiente – REJA

“Nós não somos contra as infra-estruturação das orlas marítimas e mesmo das zonas costeiras. Só que há que se fazer um estudo sério, credível e transparente, de impacto ambiental, sem outras influências, para poder saber que infra-estruturas poderão ser construídas nessas zonas”, afirmou aquela fonte, para quem “toda a actividade que se faz na orla marítima perturba a biodiversidade e a cadeia alimentar”.

Sobre o workshop acima referido, Aristides Reis diz que o mesmo propõe um debate “muito sério” sobre as infra-estruturas nas zonas costeiras, com o objectivo de saber, até que ponto, as infra-estruturas nas zonas costeiras têm consequências, nocivas ou não, para os ecossistemas dessas zonas e também para a biodiversidade.

“Nós apostamos na comunicação. A pedagogia comunicacional para nós é muito importante”, justificou assim aquele interlocutor a aposta da ADAD em colaborar com os jornalistas neste evento. Aliás, defendeu que “não há melhor parceiro” com quem colaborar neste sentido.

Prosseguindo, afirmou Aristides Reis que a ADAD e os seus parceiros querem, através dos jornalistas, sensibilizar, consciencializar as pessoas, as autoridades, os municípios para esta questão “muito séria”, que é a “pressão em relação às zonas costeiras e marítima”.

“Não queremos trabalhar sozinhos, queremos reunir com todos os parceiro que têm a mesma sensibilidade, chamar a sociedade civil, chamar também as autoridades para esta problemática”, frisou.

Aristides Reis acrescentou ainda que, parecendo que é uma coisa que não é grave, se se pensar que as zonas costeiras albergam uma grande quantidade das espécies endémicas de Cabo Verde e se também se ter em conta que nestas mesmas zonas as tartarugas fazem a desova, “é claro que determinadas infra-estruturas perturbam”.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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