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Activista cubano enfrenta deportação após exílio de mais de 50 anos nos EUA

Miami, Estados Unidos, 16 Jul 2019 (Inforpress) – O líder cubano do Movimento Democracia para Cuba, exilado nos EUA há mais de meio século, enfrenta uma possível deportação após as autoridades de imigração norte-americanas rejeitarem o seu pedido de residência.

A informação foi confirmada pelo próprio Ramón Saúl Sánchez na segunda-feira à agência de notícias Efe.

“Com tristeza comunico-vos que o Governo dos Estados Unidos acabou de me negar residência num documento com 17 páginas de justificações”, escreveu Sánchez na sua conta na rede social Twitter.

“Agradeço os 52 anos vividos nesta terra generosa que eu aprendi a amar como a minha outra pátria. Vou continuar a minha luta para libertar Cuba”, disse Sánchez.

A carta do Serviço de Imigração e Cidadania dos Estados Unidos está “cheia de inconsistências e banalidades”, defendeu, explicando que a organização de greves de fome e flotilhas de protesto pela liberdade em Cuba estão entre as razões pelas quais as autoridades dos EUA recusaram o pedido.

O exilado cubano explicou que as autoridades alegam que as suas acções, em vez de exigirem direitos em Cuba focaram-se em confrontar os Estados Unidos e recordou ter adoptado uma “luta cívica não violenta” após quatro anos e meio de prisão durante os anos 80, por se recusar a depor perante um grande júri num caso que envolveu a organização armada Omega 7.

Sánchez nunca solicitou a nacionalidade norte-americana, por acreditar que isso seria uma traição à causa cubana.

Lusa/Fim

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