Acrides pede apoio do Governo para consolidar redes locais de prevenção

Cidade da Praia, 21 Nov (Inforpress) – A Associação de Crianças Desfavorecidas (Acrides) apelou hoje ao Governo para apoiar a consolidação das redes locais de prevenção e combate ao abuso e exploração sexual de crianças de modo a serem mais eficaz e efectiva.

O apelo foi lançado pela presidente da Associação de Crianças Desfavorecidas, Lourença Tavares, que falava à Inforpress sobre a formação online em “Reforço de mecanismos e sistemas de proteção de crianças contra a exploração e o abuso sexual em Cabo Verde”, prevista para 23 a 27 deste mês na Cidade da Praia.

Segundo explicou, a formação é destinada a todos os membros das redes e está inserida na primeira fase do projecto intitulado “Reforço das capacidades dos profissionais de prevenção e combate contra o abuso e exploração sexual”.

“Nesta segunda fase iremos consolidar melhor as redes locais, dar a conhecer tudo aquilo que temos como leis, a aplicabilidade dessas leis, a elaboração de projectos, mobilização de fundos, porque queremos que as redes sejam autónomas e para isso é preciso a capacitação”, referiu a presidente.

Considerou que com essa formação estão a dar o melhor contributo ao Governo no reforço do sistema de protecção das crianças.

“As redes existem para que realmente possamos proteger as nossas crianças e desempenhar com zelo, dedicação e com resultados eficazes, mas é preciso termos um olhar do Governo para nos apoiar a consolidar essas redes a ter uma funcionalidade muito mais eficaz e efectiva” mencionou, realçando que as redes locais são as grandes parcerias na prevenção e combate contra o abuso e exploração sexual de crianças.

Entretanto, avançou que na primeira fase foram criadas seis redes dinâmicas e que a segunda fase vai contemplar as ilhas da Boa Vista, Brava e de São Nicolau faltando apenas na ilha do Fogo onde já tinha sido criada, mas não funcionou.

“Vamos tentar ter pessoas com garra e determinação porque a temática é muito sensível, mas é preciso abordarmos, tendo em conta a dignidade humana da criança, mas também pelo facto de não ser um problema só de Cabo Verde mais a nível mundial. Temos de dar o nosso contributo para trocar as boas práticas para a resolução de problemas”, referiu.

Revelou que as redes têm funcionado bem na medida do esforço, porque neste momento não têm financiamento para assegurar a boa funcionalidade das mesmas, sendo que cada ilha tem a sua especificidade, cada um tem a sua maneira de ver e abordar a temática.

A Associação Crianças Desfavorecidas é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, que se dedica à promoção e defesa dos direitos e deveres da criança e sua família e trabalha neste momento com cerca de 70 crianças.

AV/AA

Inforpress/Fim

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