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ACRIDES leva debate sobre “família e violência” ao bairro de Tira-Chapéu

 

Cidade da Praia, 08 Mai (Inforpress) – A Associação das Crianças Desfavorecidas (ACRIDES) levou hoje à comunidade do bairro de Tira-Chapéu um debate sobre a “Violência no seio da Família”, visando consciencializar a família para a necessidade de “atenção, o amor e carinho” para com os filhos.

O evento, que se enquadra numa semana de valorização da família, organizada no âmbito da do Dia Internacional da Família, 15 de Maio, tem por objectivo, segundo a presidente da ACRIDES, Lourença Tavares ,chamar a atenção da comunidade de que a violência doméstica ou familiar, seja física ou verbal, não deve ser ignorada em circunstância alguma.

“A violência, seja em adulto ou criança, é uma questão de saúde por quem a pratica e para quem é alvo. E como não devemos julgar sem conhecimento da causa, que pode ter uma série de factores, devemos procurar saber das situações e ensinar as famílias a lidarem com o problema para que em troca saibam dar amor e carinho”, disse.

Questionada sobre o porque da escolha da comunidade de Tira Chapéu para falar do tema, Lourença Tavares lembrou que neste momento a associação apenas trabalha com este bairro, sublinhando que por dificuldade financeira e diminuição de ajudas tiveram de deixar de fora os restantes bairros onde era habitual a presença da associação.

“Já estivemos em cinco bairros, mas devido à diminuição de recursos, ficamos apenas em Tira Chapéu, onde trabalhamos com 67 crianças, logo são 76 famílias com quem trabalhamos. O maior problema deste bairro é a violência, física, psicológica e abuso sexual”, afirma, destacando ainda o problema de abuso do álcool e de drogas.

E porque a violência é dos casos com que a ACRIDES mais tem trabalhado na comunidade, nada melhor, segundo Lourença Tavares, do que esta semana para consciencializar a família de que a violência física não resolve o problema, consciencializando-a para a necessidade da atenção, do amor e do carinho para com os filhos, apesar da difícil situação económica e social em que vivem.

No caso da violência, aquela responsável asseverou que gostaria de ter apoios externos para trabalhar estas situações, mesmo que a sua grande ambição continua a ser um trabalho em articulação e em parcerias, para que o plano de acção da associação possa ter mais valia junto dos ministérios que respondam pelos problemas sociais.

Isso porque, sublinha, o problema não vem sozinho, é desencadeado por vários outros que merecem respostas de uma equipa multidisciplinar.

Com a família no centro das atenções, Lourença Tavares lamenta o facto de existirem muitas famílias, neste país, onde ainda persiste, no seu seio, a prática de abuso sexual contra menores.

Para a psicóloga Banísia Baía, que falou do tema “Família é Onde Nossa História Começa: A Violência no Seio Família”, a violência, seja em adulto ou criança, é uma questão de saúde por quem a pratica e para quem sofre a sua acção.

Isso porque, realça, o resultado do trauma causado por um ambiente familiar violento é bem evidente na prática clínica, onde é possível verificar que as vitimas da violência tendem a repetir padrões ou, em muitas situações, a criar crenças disfuncionais, tanto pessoais como familiares.

Além da violência, a ACRIDES vai abordar durante a semana de conversa questões que têm a ver com a droga, o álcool, mas também com o amor, com a importância da família e o seu relevo na base da educação infantil e na formação de uma sociedade sã.
Constam do programam de actividades de 08 a 15, a ter lugar no Centro Nha Balila, a realização de um piquenique, sessão de um filme sobre família, jogos com os filhos, peça de teatro e espectáculo musical familiar.

PC/JMV

Inforpress/Fim

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