ACLCVBG capacita associações sobre políticas públicas relacionadas com o género e direitos humanos

Cidade da Praia, 10 Dez (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG) promove hoje na Praia uma formação sobre o monitoramento e avaliação de políticas públicas, visando capacitar os profissionais ligados a questões do género, igualdade e direitos humanos.

A acção de formação, que decorre na sala de formação da cooperação portuguesa, acontece no âmbito do encerramento da Campanha de 16 dias de Activismo Contra a Violência de Mulheres e Meninas, do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres e do Dia Internacional dos Direitos Humanos assinado hoje, 10 de Dezembro.

A presidente da ACLCVBG, Maria Vicente Fernandes, explicou que o evento conta com a participação da associação das empregadas domésticas, sindicatos da classe, pessoas do sector informal e organizações que trabalham com questões do género igualdade e direitos humanos, daí a importância de conhecerem e saberem o que é os direitos humanos, sobretudo neste período de covid-19.

“Não temos a noção até onde as pessoas prejudiquem os nossos direitos humanos e nós prejudicamos outras pessoas, mas para conhecermos e sabermos mais, temos que conhecer as medidas que o Governo e outras organizações internacionais têm estado a tomar e implementar”, referiu.

A ideia, segundo a presidente, é capacitar os formandos sobre os direitos humanos e políticas públicas para melhorar o desenvolvimento humano e social, para que possam replicar nas respectivas comunidades e implementarem no dia-a-dia.

Por seu turno, a formadora, Adélcia Almeida disse que a ideia é empoderar esse grupo alvo para avaliarem as políticas que o estado tem definido sobretudo neste período da covid-19, mas também a nível da dimensão social.

“No âmbito deste projecto estão a ser desenvolvidas várias acções de recolha de informações, organizar focos grupos com membros desta classe e temos notado que as medidas definidas pelo Governo perante a pandemia da covid-19 nem sempre foram ao encontro das necessidades desse grupo”, apontou.

Segundo a formadora, o período de implementação das medidas continua a causar constrangimentos, sendo que as pessoas continuam ainda privadas das suas actividades profissionais, o que tem gerado alguma incerteza, mas também algumas privações a nível da satisfação das necessidades básicas como o acesso à saúde, alimentação, educação e outras questões.

Nesta primeira fase participam 15 pessoas presenciais e dez online de todas as ilhas do país.

Promovida pela Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género, a formação conta com o financiamento da associação holandesa ERT – The Equaly Right Trust e da União Europeia.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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