ACDS está a trabalhar numa estratégia e visão para o desenvolvimento de Santiago – Porta-voz

Cidade da Praia, 12 Ago (Inforpress) – A Acção Cívica para o Desenvolvimento de Santiago (ACDS) está a trabalhar numa estratégia e visão para o desenvolvimento desta ilha e acelerar o processo de desenvolvimento da região de Santiago Norte, revelou hoje Jacinto Santos.

Em declarações à Inforpress, o porta-voz avançou que o grupo criado recentemente reuniu-se na última sexta-feira para analisar e elaborar um documento que visa acelerar o desenvolvimento de Santiago.

Durante o encontro foi aprovada a estrutura do documento, denominado “Plataforma Santiago 2030” que deverá ter o diagnóstico global e sectorial da ilha de Santiago, visão projecção da ilha de Santiago em 2030, o modelo de desenvolvimento, principais projectos de desenvolvimento e um quadro político e institucional de liderança e de governança.

“Já entramos na fase de redacção e pensamos ter a versão zero do documento até final deste mês para recolha de contribuições subsídios e fechar o dossiê na segunda quinzena de Setembro para a sua divulgação junto das autoridades da ilha de Santiago, os candidatos a presidentes de câmaras, as lideranças partidárias, Governo, Parlamento, parceiros de Cabo Verde e Organização da Sociedade Civil.

Nessa altura, segundo Jacinto Santos, a ACDS já terá uma ideia concreta de como operacionalizar essa medida de divulgação da proposta que será apresentada como sendo uma visão para o desenvolvimento de Santiago com propostas organizativas, mecanismos de aceleração do processo.

No seu entender, essas sugestões poderão coincidir com muitas orientações que já existem e pode divergir ou introduzir um elemento novo no elemento chave estratégico para o desenvolvimento de Santiago fundamentalmente para acelerar o desenvolvimento da região de Santiago Norte.

Adiantou que a Acção Cívica para o Desenvolvimento de Santiago surgiu no âmbito da discussão sobre a não aprovação do Estatuto Especial da Cidade da Praia, chumbada recentemente na casa parlamentar, mas também pelas muitas vozes que reconhecem que Santiago terá de ser dotado de uma visão clara e uma estratégia de desenvolvimento.

No seu entender, a ilha não pode ser deixada em função da sua dinâmica própria, ou seja, isso deve acrescentar à sua dinâmica algo mais para que sirva melhor Santiago, reduzir ao máximo a profunda assimetria que existe entre a parte sul e o norte da ilha e continuar a ser um valor acrescentando para Cabo Verde.

Revelou que neste momento, a ACDS está na posse de um trabalho realizado em 2019, no qual identifica a matriz de funções da ilha de Santiago, com um modelo territorial sobre o qual pretende projectar a visão de desenvolvimento e aproveitar algumas medidas que estão em curso, mas dando-lhe outra dimensão e configuração no processo.

“Chegamos a um acordo que o desenvolvimento da ilha tem que ser abordado de uma forma global, a ilha como um todo, a ideia de como Santiago Sul vai ser é claro, mas em relação a Santiago Norte estamos a profundar ideia de ser um polo de ‘economia verde’ com base no agro-negócio, energias renováveis, transformação industrial, turismo transversal e tudo que tem a ver de facto com o desenvolvimento do sector primário na perspectiva de modernização e criação de um equilíbrio económico para toda a ilha”, mencionou.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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