Acarinhar aponta carência e falta de recursos humanos como maior entrave no trabalho em prol das crianças com paralisia cerebral

Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – A Associação das Famílias e Amigos das Crianças com Paralisia Infantil (Acarinhar) apontou as carências das famílias e recursos humanos como o maior entrave ao trabalho que vem desenvolvendo em prol do bem-estar das crianças com paralisia cerebral.

A afirmação é da presidente da Acarinhar, Teresa Mascarenhas, em declarações à Inforpress ao assinalar os 12 anos de existência da associação que vem trabalhando para o bem-estar das crianças com paralisia cerebral e suas famílias.

“São 12 anos de muito trabalho e de muitos desafios num país onde, ainda falta muita coisa para responder às necessidades das pessoas com paralisia cerebral, apesar do apoio que o Governo vem dando às associações que lidam com pessoas com necessidades especiais”, disse à Inforpress, Teresa Mascarenhas.

Ainda segundo a presidente da Acarinhar, é graças ao que o Governo faculta às associações, neste caso a Associação das Famílias e Amigos das Crianças com Paralisia Infantil, que as portas estão abertas para poder fazer alguma coisa.

A par isso, admitiu a necessidade de as associações contarem com o apoio da sociedade civil e empresas privadas para poderem dar respostas às famílias e crianças, pois, segundo disse, tratar de uma criança com paralisia cerebral é muito custoso tanto a nível de materiais como de técnicos.

A associação, que conta com um registo, a nível nacional, de cerca de 300 crianças com paralisia cerebral, admite que por dificuldades financeiras e de recursos humanos tem de atender as crianças por grupo.

A associação constituída a 15 de Abril de 2007, vai aproveitar as comemorações da data para empossar e dar maior competências aos quatro núcleos criados na ilha do Fogo e Boa Vista.

A intenção, conforme Teresa Mascarenhas, é fazer com que estes núcleos entrem em funcionamento para poderem dar respostas a nível das outras ilhas, uma vez que só assim a Acarinhar poderá chegar a todas as crianças e famílias com paralisia cerebral.

Em mais um ano de vida, a presidente da Acarinhar apela à sociedade a aproximar-se das pessoas que necessitam de um “abraço e apoio” para que ninguém fique para trás, conforme os desígnios da agenda 20/30 das Nações Unidas.

PC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos