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Abraão Vicente apela a mais profissionalização no sector da cultura (c/áudio)

Cidade da Praia, 01 Jul (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, apelou hoje à profissionalização do sector e à assunção das responsabilidades por parte dos artistas.

O governante que esteve reunido com o presidente da Sociedade Cabo-verdiana de Autores colocou tónica na questão dos artistas que não estão inscritos no sistema de previdência social, dificultando que estes tenham acesso a certos benefícios.

Na semana passada, o ministro esteve reunido com o Instituto Nacional de Previdência Social onde ficou a fazer que de um total de 417 trabalhadores inscritos, em 2018, no sistema de previdência social por conta própria no ramo de actividades artísticas, recreativas e desportivas apenas 32 são trabalhadores ligado às artes.

Abraão Vicente reafirmou hoje que o Estado não continuará a fornecer pensões, através do fundo do tesouro, sem que os artistas e os criadores contribuam para o desenvolvimento do País.

“O que temos que fazer para o futuro é fazer com que os actuais artistas que estão na flor de idade comecem a ter consciência que no futuro é provável que não haja governos que tenham tanta bondade como os governos de 45 anos de independência. É preciso termos a noção exacta que ser criador é uma profissão”, afirmou.

Neste sentido, apelou a mais profissionalização e ainda chamou a atenção aos artistas que divulgam os seus trabalhos nas plataformas digitais sem recorrerem a monetização de que estão a ser amadores.

Informou que no ano de 2019 Cabo Verde ratificou os dois tratados internacionais que protegem os direitos dos autores no meio digital e que os artistas que são profissionais têm a obrigação de conhecer os trâmites e os processos dos negócios online.

“Não é o Estado que vai compensar uma plataforma multimilionária por utilizar os bens que gratuitamente os artistas colocam online. O valor da arte não é assim tão intangível e tudo aquilo que tem qualidade deve ser remunerado. Temos que separar os que são amadores e os que são profissionais”, assegurou.

Abraão Vicente lançou o desafio de as pessoas tirarem o olhar “naïf” sobre o sector da cultura e deixarem de ver este sector como de entretenimento.

“O Estado terá que começar a taxar o sector da cultura para podermos estimular de uma outra forma. Aqui temos muito trabalho a fazer e o apelo é a profissionalização do sector e assunção das responsabilidades por parte dos artistas”, destacou.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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