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Abraão Vicente apela à intervenção do PR junto da Comissão de Avaliação do dossiê da Morna na UNESCO

Cidade da Praia, 04 Abr (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas pediu hoje ao Presidente da República que exerça a sua influência junto da Comissão Permanente que irá avaliar o dossiê da Morna a património imaterial da Humanidade.

Abraão Vicente fez este pedido durante uma audiência que manteve esta quarta-feira com  Jorge Carlos Fonseca, a quem foi pedir o seu envolvimento numa operação que considerou ser de “charme internacional”, para convencer a comissão permanente da UNESCO para esta matéria.

Cabo Verde entregou, no dia 26 de Março, na sede da UNESCO, em Paris, França, a candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade, e deverá conhecer o resultado em Dezembro de 2019.

Entretanto, segundo o ministro, o país tem um período, até Setembro, em que deve ou não ser chamando pela UNESCO para melhorar ou não o dossiê, mas até lá, indicou, o arquipélago vai implementar um conjunto de estratégias de promoção dessa candidatura.

Uma dessas estratégias, destacou o governante, é o apoio do Presidente da República, como padrinho desta candidatura, para o desenvolvimento de um trabalho junto dos países que fazem parte da comissão permanente que irá avaliar o dossiê da Morna.

Por parte do Chefe do Estado, disse que houve uma “grande abertura” e ficou concertado que vai haver um alinhamento nos próximos passos,  que se traduzirá numa  visita do Chefe de Estado à directora-geral da UNESCO.

Adiantou que outro passo será a realização de um conjunto de acções diplomáticas, como localizar os países que fazem parte da comissão permanente e fazer uma abordagem directa aos chefes da diplomacia desses países, apresentando o dossiê.

“Cabo Verde não pode pensar que,  apresentado o dossiê técnico, será validado (…). O que nós iremos fazer é pedir o apoio, também, mostrando o engajamento de Cabo Verde em apoiar outros países, no caso de dossiês que lhes interessam particularmente”, disse, acrescentando que o arquipélago não pode descurar do apoio formal dos países que vão decidir.

Outra estratégia, indicou, é manter viva a “chama da candidatura da Morna”, ou seja, através da realização de um conjunto de concertos, espectáculos e digressões internacionais  protagonizados por artistas cabo-verdianos e na realização de um grande concerto da morna na sede da UNESCO em Paris.

AM/JMV

Inforpress/Fim

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