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Abertas candidaturas para Iª edição do Prémio Internacional Amílcar Cabral

Cidade da Praia, 15 Jun (Inforpress) – O Instituto de História Contemporânea (IHC) & Padrão dos Descobrimentos informa que estão abertas até 01 de Outubro as candidaturas para o Prémio Amílcar Cabral 2021, que visa promover a investigação científica sobre os processos e resistência anti-coloniais.

De acordo com uma nota informativa do IHC a que a Inforpress teve acesso, esta é uma iniciativa conjunta e visa promover a investigação científica e o debate público sobre as resistências anti-coloniais e os processos coloniais que marcam a história do mundo, do século XV até à actualidade.

Conforme a nota, o prémio visa galardoar um artigo de investigação histórica, que poderá incidir sobre qualquer temática e problemática relativa à história das resistências anti-coloniais e dos impérios coloniais, realçando que o artigo poderá incidir sobre qualquer contexto geográfico mundial e sobre qualquer período histórico, da actualidade ao século XV.

O prémio, de carácter internacional, lê-se na nota, consiste numa bolsa de investigação em Lisboa, a ser atribuído anualmente a um recém-doutorado numa universidade estrangeira ou nacional.

A mesma fonte informa que os artigos submetidos devem ser de autoria individual do respectivo candidato, publicados ou aceites para publicação em revista académica com revisão por pares, em língua portuguesa ou língua inglesa.

“Na primeira edição do prémio apenas poderão concorrer pessoas que tenham concluído o respectivo doutoramento após 30 de Setembro de 2018, podendo as candidaturas ser submetidas até 1 de Outubro de 2021 e os resultados do prémio serão anunciados e comunicados até 31 de Dezembro de 2021”, lê-se no documento.

O IHC avança ainda que a candidatura deve ser feita sob a forma de um requerimento dirigido à presidente do júri, incluindo uma declaração em como será acatada a deliberação do Júri sobre a atribuição do prémio, os respectivos elementos de identificação, uma cópia do diploma de doutoramento e o artigo a ser apreciado.

As candidaturas deverão ser remetidas para o endereço de email ihc.concursos@fcsh.unl.pt e mais informações poderão ser consultadas no site do IHC.

Amílcar Cabral nasceu a 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné-Bissau, filho de Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora.

Cabral foi poeta, agrónomo, e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde, a 5 Julho de 1975, e Guiné-Bissau, oficialmente a 10 Setembro de 1974.

Amílcar Cabral partiu para Cabo Verde com apenas oito anos, acompanhado da sua família. Enquanto estudante, conseguiu uma bolsa de estudos para ingressar na universidade onde estudou Engenharia Agrónoma no Instituto Superior de Agronomia, em Portugal.

Foi dentro da sua “nova” vida universitária que Cabral começou a envolver-se mais com as ideologias oposicionistas e fundou o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em 1956.

A 20 de Janeiro de 1973, o fundador do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, actual Partido Africano da Independência de Cabo Verde – PAICV) Amílcar Cabral foi assassinado na Guiné-Conacri, a oito meses da declaração de forma unilateral, da independência da Guiné-Bissau.

Amílcar Cabral contribuiu de forma singular para o fim do colonialismo europeu em África, tendo sido protagonista de momentos importantes da história global do nosso passado recente como, por exemplo, na Conferência Tricontinental realizada em Havana, em 1966, e liderando o PAIGC na luta pela libertação do colonialismo português.

CM/AA

Inforpress/Fim

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