Abandono escolar aumentou sobretudo no 7º e no 8º anos de escolaridade – ministra Educação

 

Cidade da Praia, 09 Ago (Inforpress) – A ministra da Educação, Maritza Rosabal revelou hoje que a taxa de abandono escolar tem aumentado sobretudo no 7º e 8º anos de escolaridade, e que o acréscimo está relacionado com a passagem do ensino básico ao secundário.

A governante fez esta revelação hoje, na Cidade da Praia, no acto de abertura do Conselho do Ministério da Educação, que decorre de 09 a 10 desde mês, com o intuito de fazer o balanço e análise do ano lectivo que ora finda e consensualizar o novo cenário educativo para o arranque do próximo ano lectivo.

Maritza Rosabal avançou que os resultados não variam muito em relação ao ano anterior e que apesar de haver uma redução de abandono em alguns concelhos, o cenário ao nível nacional não teve nenhuma alteração.

“A taxa de abandono escolar tem estado a aumentar sobretudo nos 7º e 8º anos de escolaridade, vinculada à passagem do ensino básico ao ensino secundário e relacionada com os fracos resultados de aprendizagem no ensino básico”, disse, indicando que o abandono escolar é o resultado do próprio desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem e que às vezes os resultados positivos e negativos das crianças e adultos estão relacionados com o conforto do sistema.

Para se ultrapassar este cenário, a ministra sustenta a necessidade de se analisar como é que o processo decorreu em cada um dos concelhos, introduzir medidas que visem minimizar o quadro, melhorar o próprio ambiente educativo, a forma de gestão, mas também aumentar o tempo de permanência das crianças nas escolas, para que não fiquem nas ruas.

Entretanto, afirmou que o grande objectivo é focalizar no ensino básico de modo a ser consolidado e de qualidade e desenvolver um novo programa dentro da própria escola para apoiar os alunos que mais precisam.

Na ocasião, a governante lembrou que o ministério tem vindo a trabalhar na reabilitação de escolas com intervenções a nível de tectos, casas de banho, cozinhas, fornecimento de água potável, construção de salas de aulas sobretudo nas ilhas do Sal e da Boa Vista onde tem tido um fluxo maior de alunos.

“Neste momento cerca de 30 escolas já foram submetidas a este tipo de intervenções, mas o objectivo é que até o final de ano 108 escolas sejam remodeladas”, sublinhou.

AV/FP

Inforpress/Fim

 

 

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