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A questão da multiculturalidade é uma prioridade da política e do Governo de Cabo Verde – ministra

 

Cidade da Praia, 28 Jun (Inforpress) – A ministra da Família e Inclusão Social disse hoje que a questão da multiculturalidade no país é uma prioridade da política e do Governo que se dotou de postura institucional de promoção e de diversidade cultural.

Maritza Rosabal fez essa consideração na cerimónia de lançamento da campanha de sensibilização e de prevenção da discriminação, independentemente da cor da pele, língua, nacionalidade, cultura, religião, etnia, nível de escolaridade, profissão, em relação aos imigrantes.

No acto em que se fizeram presentes imigrantes do continente africano, europeu e asiático, a governante fez referência à emoção sentida ao lembrar que, ela também, assim como os outros, iniciou o seu percurso profissional em Cabo Verde como “imigrante”, sendo hoje uma cidadã que goza de pleno direito enquanto cabo-verdiana.

Por isso, enquanto tutela do ministério responsável pela pasta de Imigração, prometeu pautar por uma “sã convivência social”, que passa, obrigatoriamente, pelo respeito da diferenciação cultural.

Asseverou ainda que, a par esta campanha, denominada “Por um Cabo Verde de Todos”, o ministério tem adoptada uma abordagem transversal da questão migratória em Cabo Verde e que passa, segundo explicou, por diferentes programas do governo.

“Esta é a marca das novas medidas de políticas de reinserção social das famílias, principalmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade, assim como grupos específicos, como crianças e mulheres vítimas de tráfico e exploração no trabalho”, afirmou.

Assim, prometeu melhorias no mecanismo de acolhimento e de integração, bem como o reforço da capacidade da sociedade civil, para que o processo seja de uma integração “muito interactiva”.

Para isso, explicou que a comunidade imigrada deve passar por processos de formação e informação, para que lhe seja garantida a inclusão linguística, e para que ela seja conhecida e reconhecida no quadro legal cabo-verdiano para um são convívio de multiculturalidade.

Lembrou, ainda, que Cabo Verde, como país que surge num contexto completamente emigratório e culturalmente rico, já passou por várias fases – de país de emigração a de acolhimento de migrantes de várias nacionalidades e proveniências -, mas que tem muito que trabalhar para eliminar as práticas discriminatórias para com os migrantes africanos e asiáticos, apontadas num estudo em 2014.

Para a directora-geral da Imigração, Carmem Furtado, o país, dentro das suas possibilidades, tudo tem feito para a inclusão dos imigrantes que, neste momento, representam cerca de 5% da população total, sendo maioritariamente do sexo masculino e com idade compreendida entre os 19 e os 40 anos.

Perante este fenómeno, chamou a atenção pelas especificidades dinâmicas e outras verdades igualmente relevantes na imigração, apelando a um “olhar” mais atento sobre o perfil actual das comunidades que desafiam o país a “abordagens não simplistas e nem generalizantes”.

“Há três anos, segundo o INE, existia cerca de 90 nacionalidades no país. Essa tendência é para aumentar, com acentuação no sexo feminino, assim com de outras origens”, realçou, sublinhado que a campanha lançada, hoje, responde às recomendações do estudo de 2014 que indicava que 30% de imigrantes se sentiam discriminados em Cabo Verde.

Já a presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC,) Zaida Freitas, considerou a migração como um “grande desafio” para o país que, não obstante as normas legislativas, depara, ainda, com alguns défices no que respeita às diferenças linguísticas, culturais e religiosas dos imigrantes.
Segundo Zaida Freitas, no país, a diversidade cultural e social tem sido referida como motivo de dificuldade de integração e tem constituído sentimentos de discriminação por parte de alguns imigrantes.

“É urgente uma maior sensibilização da sociedade para o respeito da diversidade cultural assim como uma política de harmonização que dê respostas ao fluxo migratório que chega ao arquipélago”, concluiu.

A campanha “Por um Cabo Verde de Todos”, realizada em parceria com a CNDHC, RAMAO, AMICACHI e Plataforma de Comunidades Africanas residentes em Cabo Verde, integra-se numa estratégia de respeito pelas diferenças em contexto migratório e visa prevenir práticas discriminatórias.

PC/JMV

Inforpress/Fim

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