Questão da mobilidade é “factor fundamental” para consolidação económica da CPLP”– Jorge Spencer Lima (c/áudio)

Cidade da Praia, 14 Nov (Inforpress) – O presidente da Câmara de Comércio do Sotavento (CCS) reconheceu hoje que este é “o momento certo” de fazer da CPLP uma comunidade económica, realçando a mobilidade como “pedra fundamental” para a consolidação da mesma.

Jorge Spencer Lima fez essas considerações aos jornalistas momentos antes de participar na abertura da conferência internacional “CPLP, uma plataforma internacional de negócios”, que acontece hoje, no âmbito da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), que decorre de 14 a 18, na Cidade da Praia.

Para o presidente da CCS, chegou a altura de a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) dar o salto para passar a ser, não só uma organização política, mas uma comunidade económica, para que os empresários possam fazer negócios em português.

“Continuamos a dizer que não vale a pena ter uma comunidade para encontros de festas, de amigos e de cortesia e nada mais do que isso. A comunidade só terá razão se for consolidada com a participação dos outros sectores da economia como a sociedade civil, os empresários e empresas”, constatou o presidente, que realçou que “só a componente económica” irá trazer “o sangue para fluir nas veias da comunidade e transforma-la activa”.

Para Jorge Spencer Lima, a organização está num “momento de viragem” e tem tido uma evolução histórica, embora com “alguma timidez”, caberá a presidência cabo-verdiana mostrar que vale pena ser da CPLP, fazer negócios em português e trabalhar para a consolidação da mesma uma vez que um dos grandes desafios é a questão da mobilidade.

Por outro lado, adiantou que a comunidade está presente “em quase todos os continentes”, mas essa presença tem sido político-diplomático e bilateral.

Entretanto, assegurou que Portugal e Brasil são “os grandes motores” da CPLP com negócios em todos países membros, mas sublinhou que chegou o momento de dar uma “atenção especial” aos pequenos países, sobretudo os PALOP.

Outro aspecto que considera importante e que estará sobre a mesa é a questão da ligação marítima entre os países que, sustentou, já existe de forma indirecta, mas é “deficitária e não colaborado para a troca comercial”.

Por seu turno, o presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), que realçou a importância do evento, avançou que a mesma irá trazer um “valor acrescentado” à plataforma da CPLP que já existe, embora esteja “muito virada” para a questão da diplomacia e aspectos culturais.

“A CE-CPLP traz uma nova visão por forma a impulsionar as relações económicas e empresariais entre os estados membros da CPLP usando aquilo que é o nosso idioma que e o capital que representa muito nas pequenas e medias empresas e que possamos usar essa comunicação e interligação entre os países para consumirmos as nossas matérias primas em valores acrescentando gerando mais emprego para a juventude”, constatou.

Por outro lado, lembrou que a questão da mobilidade continua a ser um dos impedimentos para a concretização dos sonhos da CPLP, tenso sublinhando que é preciso trabalhar algumas formas e ferramentas, de modo a comunidade se posicionar no mercado global que, no seu entender, existe um espaço como falantes do idioma português.

À margem da conferência foi assinado um protocolo tripartido entre a Câmara de Comércio do Sotavento, Câmara de Comércio e Promoção Cultural de Portugal –Senegal-Africa Ocidental e a CCIPPS/AO Senegal.

AV/AA

Inforpress/Fim

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