A protecção social é o primeiro mecanismo de resiliência para sair da pobreza – Malick Diop

Cidade da Praia, 24 Mai( Inforpress)- O director-geral da Parceria para a Mobilização de Poupança e Crédito no Senegal (PAMECA), Malick Diop, defendeu hoje, na Praia que a protecção social na saúde é o primeiro mecanismo de resiliência para sair da pobreza.

Malick Diop falava sobre os Sistemas Financeiros descentralizados do Senegal e da Sub-região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), durante o painel “Desenvolvimento das Microfinanças em África”, na 4ª edição da Cabo Verde Next (CV Next), que aconteceu no mercado do Plateau.

Segundo o senegalês, as pessoas quando estão doentes precisam do mecanismo de protecção social, pois para que possam obter a saúde necessitam de usar a capital. Por isso, adiantou, ao garantir um mecanismo de protecção social, está-se também a permitir que as pessoas saiam da pobreza.

Mas Malick Dipo lembrou que há outros problemas que afectam a luta contra a pobreza, sublinhando que as instituições de microfinanças têm um papel importante, porque não basta apenas ter capital, ter acesso a uma conta bancária ou desenvolver acções financeiras para os mais pobres, mas, destacou a necessidade de desenvolver um mecanismo de resiliência social.

“A responsabilidade das instituições de microfinanças é desenvolver soluções para proteger igualmente os seus beneficiários que finança e que ajudam a sair da pobreza. Para que não se retornem à pobreza, é preciso desenvolver mecanismos de resiliência social, soluções de segurança e, igualmente de protecção da saúde para permitir que quando as pessoas estejam doentes possam sustentar a família e tratar-se”, defendeu.

Neste particular, Malick Diop disse que os governos são interpelados a agir para tal, como se faz no Senegal, criando um quadro para regular o sector de microfinanças e criar também medias incentivadoras para que as pessoas possam desenvolver as suas actividades e possam, desta forma, participar plenamente na luta contra a pobreza.

O senegalês também defendeu acções direccionadas para os jovens, principalmente dando-lhes oportunidades de terem acesso ao capital.
Pois, estes, na sua óptica , constituem a prioridade das políticas públicas e da segurança pública.

“Muitas vezes, os jovens africanos decidem pela emigração ilegal e acabam por morrer no mar. Se não lhes dermos esperança, amanhã também podem entrar no terrorismo, ou ainda enveredar-se pela violência. podendo nos agredir na nossa própria casa. É nossa responsabilidade criar as condições de terem acesso ao capital”, afirmou Malick Diop, lembrando que essa responsabilidade é repartida também com o governo e com as instituições de microfinanças.

CD/JMV

Inforpress/Fim

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