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“A globalização representa um grande desafio para Europa e uma grande oportunidade para África” – Paulo Portas

Cidade da Praia, 30 Set (Inforpress) – A globalização representa um “grande desafio” para a Europa e uma “grande oportunidade” para África, disse hoje, na Praia, o professor e consultor internacional Paulo Portas, que defendeu que a Europa dever ter uma política africana “a sério”.

O ex-governante português, que foi convidado a falar da geopolítica, geoestratégica e agro negócios, no primeiro encontro de gestão de reservas dos bancos centrais dos países de língua portuguesa, afirmou que as relações internacionais estão a tornar-se cada mais económicas, com a China a aproveitar-se da digitalização para se impor.

A China, conforme indicou, representa, actualmente, cerca de 20% do crescimento mundial quando nos anos 80 representava apenas 2% e que juntamente com os países asiáticos chegam aos 40% do crescimento mundial, e é tida como a segunda potência da economia digital, aproximando-se dos EUA.

Por isso, afirmou que se Europa não se adaptar rapidamente ao novo contexto mundial vai perder a sua relevância económica e política, podendo África ter “uma grande oportunidade”.

“A China aproveitou a globalização para crescer e está a surpreender o mundo com digitalização e isso vai provocar uma reacção do EUA, que tem uma grande capacidade inovação, e, portanto, eu confio bastante em que são capazes de recuperar o atraso que tiveram com tecnológica chamada 5 G.”, disse

“Os grandes desafios são para a Europa que está a envelhecer e tem alguns problemas de competitividade a sério e a grande oportunidade para África”, acrescentou.

Paulo Portas disse que África é um continente jovem e que o mundo vai ter quatro vezes mais habitantes do que tinha, precisando de quem produz alimentação a esta escala.

A Europa está a “envelhecer dramaticamente” e a emigração zero “não é realista” num mundo digital, por isso afirmou que a Europa tem de ter uma política africana “a séria e condescendia”.

“Até porque a fronteira entre a África e Europa é uma fronteira reduzida em termos territoriais. É muito próxima e a Europa tem de ter uma política a séria e tem de perceber que é em África que se joga a melhor segurança. A Europa tem duas opções. Ou escolhe a imigração que precisa e o faz legalmente e serenamente ou então é escolhida pela que quer e que não quer”, frisou.

O primeiro encontro de gestão de reservas dos bancos centrais de língua portuguesa tem como objectivo promover um espaço de discussão de matérias relevantes no âmbito de gestão de reservas e de riscos, bem como a troca de experiências em relação aos importantes desafios que se colocam à gestão de activos externos no actual contexto internacional que consideram de enorme complexidade.

Na manhã de hoje esteve em debate os desafios e tendências da gestão de reservas no contexto internacional actual.

Para além de Paulo Portas foram palestrantes o administrador do Banco de Portugal, Hélder Rosalino, e Alex Joia do Bank International Settlement (BIS).

MJB/AA

Inforpress/Fim

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