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8 de Março: Mulheres realçam conquistas nos sectores da saúde e educação e destacam empoderamento económico e político

Cidade da Praia, 08 Mar (Inforpress) – O Março mês da mulher é uma data que reitera a afirmação da mulher cabo-verdiana nos sectores da saúde e educação, na luta contra a discriminação e violência e nas reivindicações para a ascensão politica e empoderamento económico.

Esta é a percepção de mulheres que estão à frente de instituições e associações voltadas para a causa da mulher, em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional da Mulher que se comemora hoje, 08 de Março, e que este ano se assinala sob o lema “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de Covid-19”.

Para a presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Rosana Almeida, hoje as mulheres cabo-verdianas estão muito mais empoderadas e querem participar no processo do desenvolvimento do arquipélago.

“O grande ganho é que a mulher cabo-verdiana sentisse empoderada e não aceita a violência, apesar de existirem ainda desafios com vista a mais empoderamento, no combate à pobreza, pois, ela é ainda a cara da pobreza e a mais afectada pelo desemprego e na luta para ter, cada vez, mais formação”, ressalta.

Apesar dos desafios, Rosana Almeida lembra que é a mulher quem está em maior número nas universidades de Cabo Verde, pelo que a sua participação efectiva, nos mais diversos domínios, se impõe para que possa estar representada nas esferas de decisão.

“Nós estamos a pedir as autoridades cabo-verdianas discriminação positiva para combater o desemprego, pois, a mulher durante a pandemia foi a mais afectada pelo desemprego e pela renda e há uma franja considerável da população que está no sector informal sem acesso a proteção social”, disse, asseverando serem assuntos que devem ser prioridade no plano de recuperação da covid-19.

Uma outra medida apontada pela presidente do ICIEG tem a ver com o aumento da licença de maternidade e que terá de ser articulada com todos os parceiros sociais, além da solicitação de licença de paternidade, ou uma licença partilha entre a esposa e esposo.

Para a presidente da Rede de Mulheres Parlamentares, Lúcia dos Passos, a mulher cabo-verdiana, assim como a nível mundial, alcançou várias conquistas com o 8 de Março, começando pela saúde sexual reprodutiva, em que ela pode decidir quantos e quando ter os filhos, assim como a nível dos indicadores dos cuidados materno-infantil que foi uma conquista da emancipação das mulheres.

“Temos ganhos incomensuráveis a nível da educação que começou os seus frutos após a independência, 80 por cento de quadro de honra no país são meninas, a nível das universidades existem mais meninas que rapazes, pelo que considero que o ganho a nível da educação é uma chave de sucesso do país”, acrescenta.

Segundo Lúcia dos Passos, com a emancipação as mulheres passaram a ter mais autonomia para decidir o que fazer, ter acesso ao conhecimento e conquistar empoderamento a vários domínios.

A nível político indicou que o país pós-independência tinha uma única deputada que foi, Isaura Gomes, sendo que com as várias conquistas e aprovação de leis, a participação aumentou tanto a nível local como nacional.

“Neste momento, a participação política das mulheres é de 41 por cento (%) de eleitas municipais, 30% a nível de presidência municipal e 42% a nível da variação. Cabo Verde já teve um governo paritário, mas hoje com a lei da paridade, nas eleições legislativas, é obrigatório a apresentação do início de 40% de um dos géneros na lista e o máximo 60%”, explica, sublinhando haver círculos eleitorais onde as mulheres representam 60%.

Já a presidente da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG), Vicenta Fernandes, o 8 de Março foi um marco “importante” para a mulher e a sociedade cabo-verdiana.

“A educação e a saúde foram dos pilares de desenvolvimento nos anos 80 que trouxeram vários ganhos ao país, pois, com o despertar da consciência das pessoas houve uma redução significativa de analfabetos, a nível da mulher, e houve uma grande adesão ao planeamento familiar”, lembra.

Hoje, realçou, a comemoração da data passou para realçar outras conquistas das mulheres a nível político, o empoderamento económico e o combate ao VBG para um acesso pleno nas decisões do país.

Como o lema deste ano as Nações Unidas quiseram chamar a atenção dos decisores políticos pelo facto de apesar das mulheres estarem na linha de frente da crise da covid-19 como profissionais de saúde, cuidadoras, inovadoras, organizadoras comunitárias, persistem barreiras sociais e sistêmicas preexistentes à participação e liderança.

“As mulheres estão enfrentando o aumento da violência doméstica, de tarefas de cuidado não remuneradas, desemprego e pobreza em todo o mundo. Apesar das mulheres constituírem a maioria dos trabalhadores da linha de frente, há representação desproporcional e inadequada de mulheres nos espaços nacionais e globais de políticas para a covid-19”, cita o documento da ONU Mulheres.

A data surgiu pela primeira vez a 19 de Março de 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, mas foi em 1977 que a ONU proclamou o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

O dia que tem como propósito recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito, seja racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico, visa ainda reconhecer a importância e o contributo da mulher na sociedade.

PC/CP

Inforpress/Fim

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