Covid-19: Grupo Brava 7Luas Band propõe campanha de sensibilização na camada mais jovem para preservar a cultura

Nova Sintra, 18 Out (Inforpress) – A vocalista e membro do grupo Brava 7Luas Band propôs hoje, uma campanha de sensibilização no seio da camada mais jovem, como forma de despertar a paixão pela morna, e para a preservação da cultura bravense.

Rosa Borges falava à Inforpress no final de um concerto para assinalar o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, realçando a importância da ilha ter sido inserida na programação da Presidência da República para assinalar o dia.

“É muito importante, até porque a Brava é conhecida como a ilha da morna, e de compositores como Eugénio Tavares, o patrono do dia de hoje, Nho Tatai, entre outros”, apontou a porta-voz do grupo Brava 7Luas Band, lamentando a situação pelo que passa o País e a ilha devido à pandemia da covid-19.

Segundo a mesma fonte, caso não fosse essa pandemia, haveria maior participação do público e as actividades seriam mais diversificadas.

E, falando da pandemia, demonstrou a sua preocupação com a paragem da classe artística, que conforme acentuou, “tem sido muito afectada”.

“Hoje estamos a renascer no palco com a música, e não poderia ser melhor, já que hoje comemoramos o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, ainda na Brava que é conhecida como a ilha da morna”, disse Rosa Borges, acentuando que nesta matéria já se sentem “calcinados”.

Entretanto, demonstrou a sua preocupação com o “rumo” que a tradição bravense está a atravessar, principalmente na questão da música, apontando a morna como exemplo.

“Se formos ver na Brava é como se a nível cultural estamos a regredir. Neste momento e há já alguns anos, a nossa banda é a única tradicional”, sublinhou Rosa Borges, acentuando que até há outras bandas musicais e artistas, mas relacionadas com os outros estilos musicais.

Daí, avançou que os jovens “não estão” a demonstrar interesse em aprender as músicas de Eugénio Tavares, as mornas.

Neste sentido, Rosa Borges propõe uma sensibilização da camada jovem, no sentido de mostrar-lhes a importância da música e o orgulho que sentem em cantar as músicas tradicionais, para poder “preservar a cultura bravense, principalmente a morna”.

O grupo, criado no âmbito do Festival Sete Sóis Sete Luas, apresentou hoje um concerto “mix”, centralizando nas mornas de Eugénio Tavares por ser o dia da Cultura e a interpretação de algumas músicas do próprio repertório.

MC/CP

Inforpress/Fim

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