Síria: Centenas de sírios festejam em Damasco na sequência dos ataques

Damasco, 14 Abr (Inforpress) – Centenas de sírios estão a reunir-se hoje de manhã na capital do país acenando bandeiras e buzinando em sinal de vitória, na sequência dos ataques aéreos dos Estados Unidos, França e Reino Unido.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram hoje um ataque contra as “capacidades de armamento químico” do governo sírio de Bashar Al Asad, em resposta a um alegado ataque químico.

De acordo com jornalistas da Associated Press, os mísseis americanos atingiram os subúrbios da capital e uma hora depois do ataque apareceram vários veículos que percorreram as ruas de Damasco com altifalantes tocando músicas nacionalistas.

A presidência da Síria reagiu, entretanto, na rede social Twitter, garantindo que “boas almas não serão humilhadas”.

Imediatamente após o ataque, centenas de sírios começaram a reunir-se na histórica praça Omayyad da capital síria. Muitos acenaram bandeiras sírias, russas e iranianas e outros bateram palmas e dançaram.

A televisão síria adiantou que três civis ficaram feridos num dos ataques liderados pelos Estados Unidos contra uma base militar em Homs, embora a incursão tenha sido alegadamente interceptada.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou hoje uma ofensiva conjunta com a França e o Reino Unido contra alvos associados a armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque químico do qual responsabilizam o governo de Bashar Al Asad.

A ofensiva lançada hoje pelos EUA, Reino Unido e França contra o Governo de Bashar Al Asad consistiu em três ataques contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono.

O presidente dos EUA condenou os ataques químicos “monstruosos” levados a cabo pelo regime de Damasco. Prometeu que a operação irá durar “o tempo que for necessário”.

De Londres, a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que não existia “alternativa ao uso da força”.

O embaixador da Rússia em Washington, Anatoli Antónov, avisou hoje que o ataque lançado contra a Síria pelos EUA, Reino Unido e França “não ficará sem consequências”.

Lusa/Fim

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