Navio Soby: Equipa de avaliação reúne-se hoje para “análise definitiva” de plano de remoção da embarcação

 

Mindelo, 07 Abr (Inforpress) – A Capitania dos Portos do Barlavento, após vários encontros com o armador, a companhia seguradora do navio Soby e a Enapor, realiza hoje uma reunião conjunta para “avaliação definitiva” do plano de remoção do navio.

A informação foi avançada hoje à Inforpress pelo capitão dos portos de Barlavento, António Duarte, que assegurou que os trabalhos estão a ser feitos no sentido de agilizar, a “breve trecho”, o processo de remoção do navio do terminal de cabotagem do Porto Grande do Mindelo, onde se encontra afundado desde o passado dia 24 de Março.

António Duarte explicou que trabalhos desta natureza requerem uma preparação “muito cuidada”, tendo em conta a estabilidade, e Cabo Verde tem apenas uma única empresa que tem vindo a trabalhar no ramo de desmantelamento de navios e que tem feito um “trabalho meritório” com a remoção de dezenas de embarcações da zona de jurisdição marítima em São Vicente.

No entanto, encontra-se na ilha do Sal uma empresa estrangeira do ramo, a serviço de uma das petrolíferas nacionais, e que, também, já se disponibilizou a apresentar um plano de remoção do navio, que está sob a mesa para ser analisado na reunião de hoje.

“Brevemente decidiremos sobre que plano avançar, uma decisão que deverá ser tomada hoje com a Enapor, o armador e a seguradora, com vista a tomarmos uma decisão sobre o inicio dos trabalhos”, avançou o capitão dos Portos de Barlavento, sem indicar uma data definitiva.

António Duarte afirmou ainda que estão cientes dos constrangimentos que a obstrução do terminal de cabotagem pelo navio Soby tem cansado, sobretudo à Enapor, ao imobilizar um dos berços do terminal de cabotagem.

Estes constrangimentos prendem-se, sobretudo, com o navio Mar de Canal, que faz a ligação entre São Vicente e Santo Antão e que operava diariamente neste terminal, mas vem utilizando o cais internacional ocupado, também, por navios cruzeiros e outros cargueiros internacionais.

O afundamento do navio Soby, da companhia Oceanomode, no passado dia 24 de Março, no cais de cabotagem do Porto Grande do Mindelo, não fez vitimas mortais mas um dos tripulantes terá sofrido ferimentos e escoriações numa das pernas e teve de ser atendido no Hospital Baptista de Sousa.

Com o navio continuam submersas cerca de 125 das 185 toneladas de carga que trazia do Porto da Praia e o capitão dos Portos do Barlavento acredita que boa parte dos produtos poderá ser ainda recuperada no processo de remoção do navio.

Num tanque no interior do navio encontram-se, também, “aproximadamente três toneladas de combustível”, segundo informações prestadas pelo comandante do navio, produto que está a ser “controlados com monitoramento diário” e com uma “barreira colocada à volta do navio”.

De momento, assegurou António Duarte, “não há riscos de derrame”, o que não deixa de ser a principal preocupação das autoridades marítimas com o risco associado à poluição do meio ambiente, daí a preocupação com o controlo até que o plano de remoção seja efectivado.

“O plano de remoção do Navio deverá priorizar, primeiramente, a remoção da carga submersa, depois do combustível e só depois do navio em si que, em principio, deverá ser reflutuado”, explicou o capitão dos Portos do Barlavento.

Trata-se de um processo que, continuou, exige a retirada do combustível, introdução de água e balões de ar até que a embarcação volta a flutuar na sua posição normal.

Depois deste processo, o navio deverá, segundo a mesma fonte, ser removido para uma área a ser indicada pelas autoridades marítimas, em função daquilo que o armador intender fazer com a embarcação.

As despesas decorrentes da sua remoção são da “responsabilidade exclusiva” do armador, concluiu.

EC/AA/CP

Inforpress/Fim

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