Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Escritor considera que autores da literatura infanto-juvenil andam a passo de “formigas” por falta de investimentos no domínio das tecnologias

Cidade da Praia, 22 Jun (Inforpress) – O escritor Dai Varela disse hoje que os autores infanto-juvenis em Cabo Verde estão a evoluir “a passo de formigas” no domínio das tecnologias, por entender que os sucessivos governos não investiram neste domínio.

Dai Varela, que dissertava sobre o tema “Livros para a Infância em Cabo Verde. Porque não temos o que queremos e não queremos o que temos”, no IX Encontro dos Escritores de Língua Portuguesa, que culminou esta tarde, realçou ainda que, apesar de ractificar as convenções voltadas para a infância, o Governo “não tem estado a cumprir os compromissos”.

Para reforçar a sua critica, Dai Varela referiu-se à uma declaração do primeiro-ministro, em que dá conta de investimentos feitos, nos últimos três anos, da aquisição de 33 mil livros para reforçar as bibliotecas municipais, mas que nesta leva não havia qualquer edição de um escritor infanto-juvenil cabo-verdiano.

“Falei com vários colegas e nenhum estava incluído nestes 33 mil livros disponibilizados pelo Governo. Só houve uma colega que disse que vendeu nove livros, pelo que penso que alguma coisa não está certa”, acrescentou.

Ainda no que se refere ao evento, em que o tema foi literatura infanto-juvenil, o escritor criticou o facto de se ter levado crianças para a abertura, sem que fossem convidados os professores que, destacou, são quem devem falar da literatura às crianças na escola.

Destacou ainda o facto de ainda em “44 anos de independência”, o Estado de abo Verde ter assumido, apenas, a edição de cerca 20 publicações de livros infantojuvenis

“Os discursos estão aí, mas Cabo Verde não está a investir na tecnologia para realização de edições e estamos a perder o comboio para as novas tecnologias, coisa que já existe na nossa costa africana”, disse.

O escritor infanto-juvenil, que desfiou o prémio Camões Germano Almeida a escrever mais para esse público concreto, afirmou que a literatura infantojuvenil não é levada a sério em Cabo Verde.

Por sua vez, a escritora Natacha Magalhães, que comunga da mesma opinião do colega Dai Varela, apontou críticas quanto à participação dos professores no evento, sublinhando que os dos 33 mil livros distribuídos para as bibliotecas municipais, poucos são de escritores cabo-verdianos.

“É um processo cansativo, pois, quando preguntamos às crianças que escritores cabo-verdianos infanto-juvenis conhecem, a maioria não sabe nada”, frisou, salientando, por outro lado, que o país não está a apostar na ligação criança-livro.

O IX encontro dos Escritores de Língua Portuguesa, que decorreu de 20 a 22, na Biblioteca Nacional, contou com a presença de escritores vindos de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Galiza e de Cabo Verde

PC/JMV

Inforpress/fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos