13 de Janeiro: UCID destaca contributo de cidadãos anónimos que contribuíram para o processo democrático de Cabo Verde

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – A União Cabo-verdiana Independente e Democrático (UCID-oposição) destacou hoje o “papel importantíssimo” de cidadãos anónimos no processo da implementação da democracia em Cabo Verde, afirmando que o 13 de Janeiro de 1991 não foi obra de geração espontânea.

Esta afirmação foi feita pela deputada da UCID Dora Pires, na sua intervenção durante a sessão Solene da Assembleia Nacional alusiva ao Dia da Liberdade e da Democracia, que se comemora hoje, 13 de Janeiro.

Segundo disse também, a data nem é tão pouco propriedade de um grupo de cidadãos que se juntaram para criar uma organização política com o fito de mudar o sistema político.

“Outros cidadãos anónimos, aliás como é hábito em processos do tipo, tiveram um papel importantíssimo para que o dia de hoje fosse realidade e que nos permite estar aqui e agora reunidos. A UCID aplaude de pé a todos estes cidadãos que, de forma directa ou indirecta, deram um contributo fundamental na conquista do 13 de Janeiro de 1991”, realçou.

Prosseguindo, esta parlamentar afirmou que 30 Anos depois, o discurso político dos partidos da bipolarização continua sendo o mesmo, “crispado, cristalizado, incongruente, eivado de loquazes dissertações carregadas de conteúdos ideológicos”.

Facto que, defendeu, em nada contribui para o afirmar da Democracia nas suas vertentes do exercício da cidadania, em que uma passa pela capacidade de os cidadãos participarem nas decisões que os afectam no dia-a-dia, e outra de obrigar o Governo a aceitar e executar a sua vontade de irem mais além na senda de transformar Cabo Verde num país a sério.

“30 Anos depois, atesta-o os debates e sessões no nosso Parlamento, abundam e prevalecem os pontos de vista e as opiniões que entre os eleitos nacionais de maior representatividade bifurcados no MPD e no PAICV se evidenciam como sendo de meros delegados partidários, ao invés de reflectirem o real sentir das populações, a realidade nacional, os interesses do eleitorado que neles depositaram a confiança e lhes atribuíram a responsabilidade e o poder para traçarem e fazerem cumprir o destino de Cabo Verde”, completou.

Para a UCID, afirmou, não parece ético nem politicamente correcto essa conduta, esse comportamento, que mais, complementou, não revela do que sinais de resquícios da ligação umbilical e da consanguinidade político-partidária que existem entre o Partido da Independência de Cabo Verde (PAICV) e o Movimento para a Democracia (MpD).

Dora Pires falou ainda em uma “situação virulenta e irreconciliável”, que em nada contribuirá para gerar consenso, comunhão e união nacional à volta de definições, opções, e realizações que materializem perspectivas, abram caminhos e satisfaçam todas as expectativas dos cabo-verdianos que acreditam na possibilidade de podermos viver em liberdade e em democracia, na paz e na concórdia, num país de franco desenvolvimento, auto-suficiente, acolhedor e justo para todos os seus cidadãos”.

“Urge em Cabo Verde e em nome da Democracia que hoje se comemora, democracia que sendo privilégio de que gozamos, não é apanágio nem criação nossa, suscitar um amplo, dinâmico, esclarecido e inequívoco movimento popular pela democracia, e contra tudo que a ameace, descaracterize, e deturpe, conduzindo a um forte e responsável compromisso com as mais nobres e dignificantes causas nacionais, com valores que enaltecem e sublimam o orgulho, da Nação Cabo-verdiana”, completou.

Dora Pires desejou ainda que a democracia continue em movimento, abrindo caminho à alternância e alternativas de poder que contribuam para que Cabo Verde seja país a sério, respeitado e credível, promotor de bem-estar e desenvolvimento harmonioso e auto-sustentável para a Nação cabo-verdiana.

“Unamo-nos a todos quantos se acham altruísta e seriamente empenhados na luta contra a covid-19”, finalizou.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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