Mindelo, 03 Abril (Inforpress) – A empresa de produção e comercialização de produtos avícolas (Sociave) tem a produção de frangos paralisada devido a problemas com o fornecedor em Portugal, mas pretende retomar a distribuição a partir de 01 de Maio.
Uma garantia dada à Inforpress pelo administrador executivo, Hugo Santos, que explicou estar a ruptura relacionada com o fornecimento de ovos férteis, importados de um fornecedor da zona de Leiria, Portugal.
Segundo a mesma fonte, não conseguiram o abastecimento já que a referida zona foi uma das mais afectadas pelas cheias que atingiram Portugal no mês de Fevereiro.
“Desde então, estivemos a desenrascar com algum stock que tínhamos, mas agora terminou e não é possível abastecer o mercado neste mês de Abril”, realçou Hugo Santos.
Entretanto, avançou, o stock de ovos férteis já foi reposto, mas só podem retomar o fornecimento a partir de princípio de Maio, porque a incubação dos ovos leva cerca de 21 dias, depois há que dar tempo para os pintos crescerem e estarem no tamanho ideal para o abate.
O administrador executivo da Sociave admitiu que vai haver constrangimentos durante este interregno, tanto para a empresa como para o público em geral.
No caso da Sociave, apontou consequências financeiras, ainda mais porque neste momento tem compromisso firmado com o fornecimento de hotéis, que podem levar a alguma desistência de clientes.
Quanto ao consumidor comum, pode enfrentar a falta de alguns produtos derivados do frango e “ressentir-se da qualidade apresentada pela Sociave”, sustentou Hugo Santos, com a informação que ainda existe algum stock nas lojas.
“Se tivermos alguma ruptura na cadeia inicial de fornecimento, com certeza o fornecimento final ao consumidor vai ser afectado”, elucidou a mesma fonte.
O responsável da Sociave lamentou o facto de a empresa estar a enfrentar dificuldades relacionadas com fenómenos climáticos e causas naturais, primeiro com a Erin a 11 de Agosto de 2025, em São Vicente, em que perderam frangos e ovos, e agora com as cheias recentes em Portugal.
Mas, revelou algum optimismo e assegurou que “as expectativas são boas” para o crescimento durante o ano.
Até porque, adiantou Hugo Santos, pretendem procurar alternativas de fornecimento de ovos férteis na costa de África e não estarem sujeitos a situações como essas.
O gestor aproveitou para esclarecer que a falta de frangos não vai afectar o abastecimento de ovos no mercado, que esteve alguns dias em falta, mas está neste momento estabilizado, afiançou.
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